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Pessoas e organizações que realizam trabalhos efetivos de inclusão de pessoas com deficiência

O Amor é azul: Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo

Hoje a cor azul irá tomar conta não só do céu.

O azul é o símbolo do autismo, uma desordem neurológica que, segundo estatísticas, deve atingir uma a cada 250 crianças. No mundo inteiro, prédios e monumentos se iluminam de azul para pedir melhor qualidade de vida e informações que garantam o diagnóstico precoce do autismo.

Entre os primeiros sinais de que há algo « diferente » no comportamento dos filhos e o diagnóstico final, pais de crianças com autismo podem trilhar um caminho árduo, esbarrando no desconhecimento de profissionais de saúde, no preconceito e na falta de assistência.

Em meio a tantas dificuldades, uma coisa é certa: onde há autismo, há também muito amor.

Durante muito tempo, quando havia ainda menos conhecimento sobre as causas do autismo, atribuiu-se o desenvolvimento da desordem em crianças à baixa afetividade de suas maes. O filho autista era resultado da “mae-geladeira”, incapaz de estabelecer com ele uma relação afetiva satisfatória.

Apesar de já ter sido derrubada cientificamente, esta teoria parece ainda perdurar no imaginário das pessoas. Muitos casos, inclusive, deixam de ser diagnosticados porque a criança é amorosa e carinhosa.

O autismo nao significa ausência de amor, nem de carinho.

A Ciência finalmente começa a aproximar-se de suas causas, provavelmente de ordem genética.

Assim como no Dia Internacional da Síndrome de Down, registrado por mim com uma declaração de amor à minha filha, dedico o post de hoje à declaração de amor de mães de crianças com autismo pelos seus filhos.

Regina, com a Beatrix e o Eduardo

“Meu nome é Regina, tenho 4 filhos lindos e muito amados, os 2 mais novos estão dentro do espectro autista. Beatrix, 4 anos, e Eduardo,1 ano e 10 meses, são crianças muito diferentes entre si, apesar de ambos serem autistas. O Eduardo é extremamente afetivo, quer colo, beijo e abraço apertado o tempo todo. Se pudesse, ele viveria comigo como um marsupial. A Beatrix também é muito carinhosa em casa e com os amiguinhos da escola. Ela não é verbal mas, quando faz algo que lhe da prazer repete muito “Uhmm, que delícia!” e é apaixonada por música.Eles fazem o mesmo que as crianças que não estão no espectro, brincam na casa de coleguinhas, correm, pulam, fazem bagunça e se amam muito, quando cansam de brincar, as vezes, dormem agarradinhos.O amor é o que rege as nossas vidas, autismo é só um detalhe e não nos impede de ser felizes.”

De Juliane Aguiar para o seu filho:

 A Bíblia diz:

“Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.
Salmos 127:3

E o meu filho é o meu presente, a minha herança, o meu prêmio. Meu filho me fez mudar a forma de ver o mundo, não só em relação a ele, mas em relação às crianças que me cercam. Me fez ser compreensiva, não somente com ele, mas com todos o que me cercam. Meu filho me fez ver que é muito especial, não por causa do seu dom (ou necessidade especial) mas por causa dos presentes diários que ele me dá. 

Com ele e por causa dele, comemoro cada vez que ouço mamãe (não é todo dia!).

Com ele e por causa dele, aprendi a comemorar cada risada.

Com ele e por causa dele, aprendi a comemorar o fato dele comer sentado.

Com ele e por causa dele, aprendi a chorar de felicidade só de vê-lo sentado no colo da avó por 5 minutos.

Com ele e por causa dele, aprendi que abraços são os presentes mais incríveis que se pode ganhar.

Com ele e por causa dele, aprendi que a vida é muito especial e que o que faltava, era aprender a enxergar o quanto a vida pode ser aproveitada e comemorada dia após dia!”

Vale a pena visitar o blog “Reflexões de uma Mamãe ,  onde Juliane divide, de forma doce e emocionante, um pouco da sua vida com o seu filho.

Juliana Firmino e Manuela:

“Meu milagrinho, minha lição de vida, mamãe nunca irá chama-la de cruz, você é pesada sim, porque é muito comilona e gordinha…kkkkk
Mas jamais terá o peso de uma cruz, ou o peso de um fardo, você é minha dádiva, meu ar, minha luz…

VOCÊ É A MINHA FILHA!”

A Juliana também conta sua experiência e declara o seu amor pela Manuela no blog: http://julianafirmino.blogspot.com.br/

Através destes três exemplos de dedicação e amor, deixo aqui minha sincera homenagem a todas as maes de criancas com autismo e seus filhos.

Hoje, Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo, Azul é a cor do Amor.

 

 

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Atletas com deficiência em corridas de rua II – Formação de guias em São Paulo

A Achilles Internacional Brasil promove em São Paulo no próximo domingo, 30.08, uma aula voltada para a formação de guias de atletas com deficiência em corridas de rua. Os “Fundamentos do Guia” serão abordados na parte teórica. A prática será realizada em pista, num trajeto de 5 km.

Local: Centro de Capacitação Física e Operacionalização da Polícia Militar do Estado de São Paulo – Av. Cruzeiro do Sul, 548 – Bairro Canindé

Maiores informações podem ser obtidas através do e-mail achillesrollobrasil@gmail.com

Sobre a Achilles

A Achilles é uma organização mundial que existe há 25 anos e representada em 60 países, que declara como missão “permitir que pessoas com todos os tipos de deficiência possam participar no objetivo final do atletismo, promover a realização pessoal, melhorar a auto-estima e diminuir barreiras”.

A Achilles está apenas começando no Brasil, mas desde já tem nosso apoio e uma torcida enorme e entusiasmada, como aquela que aguarda os corredores na linha de chegada das provas de rua.

Para conhecer o trabalho da Achilles Internacional: www.achillestrackclub.org

 

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Atletas com deficiência em corridas de rua

O Programa Voluntário Corpore (Corredores Paulistas Reunidos)  cadastra guias voluntários para atletas com deficiência que queiram participar de corridas de rua. São seis categorias, premiadas separadamente – deficiência auditiva, visual e intelectual, cadeirante, amputados de membro inferior e outros, segundo Mario Rollo, diretor do programa.

O Corpore tem atualmente uma lista de voluntários “na reserva”, pois o número de atletas com necessidades especiais está menor. “Contamos com o boca-a-boca para divulgar a iniciativa entre os atletas com deficiência. Entre os voluntários, precisamos arrumar guias que sejam rápidos para acompanhar atletas mais velozes”, diz Mário Rollo na edição de abril da revista Runner’s World.

Contato: pelo e-mail guiavoluntario@corpore.org.br ou telefone (11)3884-4188

O Corpore mantém ainda o programa “Seu tênis não pode parar”, através do qual doações de tênis novos ou usados em bom estado são repassadas a entidades que trabalham com corredores com necessidades especiais.

Contato: seutenisnaopodeparar@corpore.org.br

FONTE: Dados reproduzidos da matéria “De Corpo e Alma” , de autoria de Daniela Hirsch e publicada na  edição de abril da revista Runner’s World.

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