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Tudo azul: Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo

Hoje, 02 de abril, a cor azul irá tomar conta não só do céu.
O azul é o símbolo do autismo, uma desordem neurológica de diagnóstico ainda difícil e demorado, que segundo estatísticas deve atingir uma a cada 250 crianças.
A maioria de nós ainda está presa à imagem clássica e estereotipada do autista, que não fala, se auto agride e vive fechado num mundo particular e inatingível.
No entanto, o crescente conhecimento a respeito do autismo está mostrando que este quadro relaciona-se apenas a uma parte dos casos. No espectro autista podem ser enquadrados casos de gravidade e características muito variáveis, e o diagnóstico apropriado e precoce é decisivo para a qualidade de vida destas crianças e para as suas chances de se tornar um indivíduo autônomo e com uma vida satisfatória.
O Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2007, e comemorado pela primeira vez em 02 de abril de 2008. No mundo inteiro, prédios e monumentos se iluminam de azul para pedir melhor qualidade de vida e informações que garantam o diagnóstico precoce do autismo. Somente assim as crianças poderão receber a assistência necessária, que envolve uma atenção multidisciplinar e a garantia de freqüência ao sistema regular de ensino.
A seguir, mitos e verdades sobre o autismo, por Lucy Santos, mãe de um menino autista:

(texto retirado do blog http://www.especialmenteser.hpg.ig.com.br/artigos/artigo6.htm)

“Nestes anos de luta, vi muita coisa errada sobre o autismo, algumas me levaram a atitudes que hoje sei serem inadequadas.Muitas desinformações nos levam a problemas emocionais, a dificuldades mil que podem e devem ser evitadas.

O MITO: Os autistas têm mundo próprio.
A VERDADE: Os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio, de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é dificil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm.
Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.
O MITO: Os autistas são super inteligentes.
A VERDADE: Assim como as pessoas normais, os autistas tem variações de inteligência se comparados um ao outro. É  muito comum apresentarem níveis de deficiência intelectual.
O MITO: os autistas não gostam de carinho.
A VERDADE: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação à sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço, por exemplo.  Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraçá-lo, prepare-o primeiro, por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles, como faz para nós.
O MITO: Os autistas gostam de ficar sozinhos.
A VERDADE: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentir-se bem com as pessoas. Mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem às vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação. Quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.
O MITO: Eles são assim por causa da mãe, ou porque não são amados.
A VERDADE: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tendem a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da mãe geladeira foi criada por ignorância, no início do século passado e já foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.
O MITO: os autistas não gostam das pessoas.
A VERDADE: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto.Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinhos, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.
O MITO: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A VERDADE: os autistas podem estar entendendo, sim. Nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo, se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo. Mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.
O MITO: O certo é interná-lo, afinal, numa instituição, saberão como cuidá-lo.

A VERDADE: Toda a criança precisa do amor de sua família. A instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa de mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar.

O MITO: Ele grita, esperneia porque é mal educado.
A VERDADE: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, as vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário.
Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança , isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora, por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja.”

Quis incluir este texto no post porque achei-o perfeito para ilustrar a motivação deste dia. É preciso derrubar mitos e esclarecer os fatos, e uma mãe determinada e informada pode fazer isso melhor do que ninguém.

A seguir, algumas homenagens de mães aos seus filhos, também determinadas a levarem a informação e derrubar as barreiras do preconceito e da ignorância, muitas vezes mais árduas do que as dificuldades impostas por qualquer doença.

LINKS ÚTEIS:

1. Sobre autismo:

– Autismo e transtornos invasivos do desenvolvimento: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462006000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

– Centro Pró-Autista (SP): http://centroproautista.org.br/portal/?area=2

http://autismoprojeto.blogspot.com/

– Inspirados pelo Autismo: http://www.inspiradospeloautismo.com.br/

– Autismo e Inclusão: http://topicosemautismoeinclusao.blogspot.com/

– Centros de Atendimento (por Estado): http://www.autismo-br.com.br/home/Centros.htm

Cartilha “Direitos das Pessoas com Autismo: http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/figuras/DireitosPessoasAutismo_Leitura.pdf



2. Conheça um pouco da vida dos autistas e suas famílias:

– Viagem de mãe: http://viagem-de-mae.blogspot.com/

– Descobrir-se autista: http://descobrirseautista.blogspot.com/

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Dia Internacional da Síndrome de Down mobiliza sociedade pela inclusão

21 de Março é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

A escolha da data, instituída pela Down Syndrome International (SI) – entidade que congrega associações de síndrome de Down de todo o mundo – não foi por acaso, fazendo uma alusão direta aos 3 cromossomos número 21 presentes no código genético das pessoas com síndrome de Down.

O Brasil comemora a data pela sexta vez, em uma série de eventos articulados  pela Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down e associações filiadas. O tema deste ano é “Inclusão Acontecendo – Amplie este Exemplo”.

Abaixo a programação divulgada em nota à imprensa, que também pode ser conferida no blog da Federação:  (http://www.fbasd.blogspot.com/)

Intere-se dos eventos no seu Estado, participe, comemore, proteste. Faça a sua parte para a inclusão continuar acontecendo.

A programação inclui sessões solenes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como em várias Câmaras de Vereadores municipais, Assembléias Legislativas estaduais, ressaltando a relevância que a data alcançou junto ao poder público. Nestas oportunidades cidadãos com síndrome de Down representarão a si próprios revelando suas conquistas e expondo suas demandas para que a inclusão em todas as esferas ocorra de forma cada vez mais abrangente no Brasil.

Haverá ainda eventos a nível internacional, como o seminário “Ser Inclusão”, em Itapetinga, Bahia, com a presença do educador José Pacheco, da Escola da Ponte em Lisboa, palestras sobre a evolução da genética, com o geneticista Dr. Francis Maciel Galera em Cuiabá, Mato Grosso, que caminha a passos largos no entendimento da síndrome e possibilidades efetivas de tratamentos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida de quem tem um cromossomo a mais.

21/3 – DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN
INCLUSÃO ACONTECENDO – AMPLIE ESTE EXEMPLO
PROGRAMAÇÃO

Na Bahia

Salvador

21/03
– III Jornada Comemorativa ao Dia Internacional da Síndrome de Down 2011:
Contribuição da Síndrome de Down na Inclusão da grande Diversidade Humana
Promoção: PROGRAMA GENÉTICA &SOCIEDADE (IBIO/UFBA), CEEBA, APAE, SER DOWN
Local: CEEBA (Centro de Educação Especial da Bahia)
Inscrições (Gratuitas): Programa Genética & Sociedade – Sala 09, Instituto de Biologia (UFBA) Tel: 3283-6540 ou no local (CEEBA).

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ
08:00 – Abertura: Apresentação da música “Eu sou Down” : Antonio S.Batista (UFBA)
08:15- Palestra: O papel da Síndrome de Down no desenvolvimento da Genética Médica e na inclusão social das diferenças e deficiências: Lilia M. Azevedo Moreira (UFBA)
08:45-Depoimento de pais e/ou familiares sobre avanços e dificuldades atuais no tratamento de problemas específicos de saúde
09:15- Mesa Redonda: A importância da parceria entre as associações: Coordenação – Lívia Teixeira Borges ( Ser Down). Participação de representantes da ABA (Associação Baiana do X-Frágil), AFAGA (Associação de Famílias da Gente Autista), APALBA ( Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia)
10:15- Intervalo
10:30- Apresentação da Cia. de Dança Opaxorô: Coordenação –Antonio Marques (APAE-Salvador)
11:00- Depoimentos de pessoas com Síndrome de Down: Superação das dificuldades e expectativas futuras. Coordenação – Alice Gramacho (CRPD)

TARDE
14:00 – A arte e a inclusão: performance de dança e exposição de trabalhos de alunos do CEEBA.
15:00 – Atividades simultâneas:
Mesa Redonda: Caminhos possíveis para a efetivação da inclusão nas escolas: Coordenação – Alzira de Castro Gomes (CEEBA). Participação de representantes do Projeto Incluir e de escolas com histórico de inclusão.
Apresentação de filme referente à inclusão. Coordenação – Daniela Moreira Sant’Ana e Euvaldo Alarcom
16:00- Confraternização

Itabuna

– 21/3
Distribuição de panfletos educativos. Apresentação de Artesanato.
Aprendendo Down e CEPEI (Centro Pedagógico de Educação Inclusiva – Município)
Local: Praça Olinto Leone

Itapetinga

– 25 e 26/3
I Seminário Internacional Ser Inclusão
“Educar na Diversidade”- Prof. José Pacheco (Portugal)
“Aspectos Clínicos na SD”- Prof. Zan Mustacchi (SP)
“Construindo Experiências… 10 anos depois”- Dra. Celia Kalil Mangabeira (BA)
“Inclusão na Prática”- Dra Rossana Ramos (PE)
“Alfabetizar na Diversidade Mental”- Dra. Ivalda Cesarina (BA)
“Alfabetizar na Diversidade Visual”- Prof. Isabel Cristina da Silva (BA)
“Alfabetizar na Diversidade Auditiva”- Prof. Lucilia F. S. Lopes (BA)
“Políticas Públicas na Inclusão” – Joiran Medeiros da Silva – Sec de Educação Continuada, “Alfabetização e Diversidade” – MEC (DF)
Psico-Espaço, UESB, UESC /Aprendendo Down e FBASD
Local: Campus Juvino Oliveira

Nacional

– 21/3
Celebrações no Senado Federal (Programação a confirmar)

Brasília – DF

– 18/3 – 18h
Exposição: “Várias Linguagens Artísticas” Artesanato, literatura, artes
plásticas, dança, teatro e música
Local: Foyer da Sala Martins Penna.

– 18/3 – 20h
“Empoderamento da Pessoa com Síndrome de Down” de Dança Cigana Artística
Inclusiva
Local: Sala Martins Penna – Teatro Claúdio Santoro

– 19/3 – 19h
Downceteria
Local: SQS 109 Bloco D Salão de festas

– 20/3 – 9h
Caminhada no Parque da Cidade com Apresentação do Grupo Batalá
Local: Parque da Cidade em frente à Administração

– 21/3 – 19h
Exposição de Pintura de Lucio Piantino
Local: Mezanino da Sala Villa Lobos

– 27/3 – 18h
Culto Ecumênico
Local: Igreja Rainha da PAZ (Eixo Monumental)

– 28/3 – 19h
Sessão Solene em Homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down
Proposta da Deputada Rejane Pitanga
Local: Plenário da Câmara Legislativa do DF

Rio de Janeiro – RJ

– 20/3 – 16h
Caminhadown – Caminhada organizada pelo grupo RJDown
Local: Orla do Leblon

– 20/3 – 20h
Baile III – Festa organizada pela Sociedade Síndrome de Down
Local: Clube do Arouca

– 26/3 – 16h
Show – Don’t Let me Down II – de Hamilton Catete
Pessoas com síndrome de Down não pagam
Local: Teatro da Justiça Federal – Av. Rio Branco 241 – Centro

Cuiabá – MT

– 24 e 25/3
Inclusão Acontecendo – Amplie este Exemplo – Sessão Solene e palestras em Homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down
“Cidadania, Um Direito de todos” – Dr. Miguel Slhessarenko Junior, Promotor de Justiça de Mato Grosso – MT
“A Evolução da Genética na Síndrome de Down” – Dr. Francis Maciel Galera, Médico Geneticista do HJU – Cuiabá – MT
“Vida Independente da Pessoa com Síndrome de Down”- Pamela Gonçalves , Terapeuta Ocupacional – Alves – SP.

Sorocaba – SP

– 17/3 – 12h
Sessão na Câmara Municipal de Sorocaba com pauta especial sobre o Dia Internacional das Pessoas com Síndrome de Down
O Vereador José Francisco Martinez fará uma homenagem a todos jovens com Síndrome de Down de Sorocaba que de destacaram em suas atividades nos últimos anos
Local: Câmara Municipal de Sorocaba – Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 2945 – Alto da Boa Vista

– 19/3 – 19h
Evento anual com a presença de pais, familiares, amigos, profissionais da área, empresários, e autoridades
Orientações e explanações gerais sobre a Síndrome de Down, apresentações de jovens e adolescentes, coquetel para integração e convivência de todos os participantes
Local: Instituto Humberto de Campos
Rua Humberto de Campos, 541 – Jd. Zulmira

Campinas – SP

– 21/3 – 8:30h
Vamos falar de Inclusão: Trabalho, Educação, Família e Sociedade
Com Maria Tereza Egler Mantoan, Guirlanda Maria de Castro Benevides e Maria
Carolina Marques
Local: Fundação Síndrome de Down

Taubaté – SP

– 25/3 – 19h
1º Encontro em Comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down
Associação para Síndrome de Down de Taubaté – ASSID, em parceria com a Faculdade Anhanguera Educacional de Taubaté.
Mesa redonda com Médicos, Fisioterapeutas, Enfermeiros, Assistentes Sociais, Pedagogos, Psicopedagogos e Psicólogos.
Local: Faculdade Anhanguera Educacional – Auditório

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Abaixo assinado pela Educação Inclusiva

Conheça abaixo o teor do abaixo assinado pela Educação Inclusiva.

Para assiná-lo, visite o endereço 

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5267

“Um dos grandes desafios atuais é fazer a inclusão acontecer, de forma a valorizar as capacidades e a viabilizar a educação de todos.
A educação está definida como direito humano desde 1948 na Declaração Universal dos Direitos Humanos e garantida como tal na legislação brasileira explicitamente desde 1988, com a Constituição Cidadã.

Após 21 anos, o Brasil, assegurou, em 2008, o direito à educação inclusiva, mediante a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, com equivalência de emenda constitucional (Decreto Legislativo 186/2008 e Decreto nº 6.949/2009). Com isso, explicitamente, inserimos a Deficiência no patamar dos Direitos Humanos , o que significa um enorme avanço no sentido do pleno exercício da cidadania.

Na prática esse direito ainda sofre resistências para sua implementação efetiva.

Algumas escolas que alegam ainda não estarem preparadas preferem continuar dizendo “não” ao invés de seguir os muitos exemplos de co-irmãs que, ao depararem com as dificuldades do cotidiano, exigem ações de apoio dos outros responsáveis pelo efetivo cumprimento desse dever constitucional.

Algumas famílias revelam-se aflitas diante da possibilidade de verem seus filhos atuando autonomamente na sociedade. Medo cuja origem pode ser atribuída, em parte, aos longos anos da hegemonia de discursos segregacionistas e paternalistas.

E, diante desse quadro, muitos governos mostram-se vulneráveis a pressões de vários discursos, relegando o cumprimento da lei maior do país a um segundo plano.

Ou seja, continuamos agindo como se pudéssemos decidir se asseguramos ou não o direito à educação de todos e de cada um. Tratando as pessoas com deficiência como se fossem pedras no meio do caminho que comprometem ‘o nosso belo quadro social’, como diria o poeta.

A concretização imediata desse direito requer políticas públicas que se façam por meio de projetos e ações intersecretariais para garantir os direitos sociais, pondo fim aos conflitos em torno da alocação de bens e recursos públicos com o objetivo de atender o maior número de beneficiários possível, o que, indubitavelmente requer uma profunda mudança nos nossos valores e atitudes.

Processo urgente que é fundamental para que a pessoa com deficiência possa exercer plenamente sua cidadania e estar inserida no mundo atual, aprendendo a identificar, selecionar e utilizar as informações que lhe são necessárias em uma dada situação, assim como qualquer outro estudante.

A pessoa com deficiência também é cidadã; precisa aprender a optar e só poderá fazê-lo quando tiver acesso a conhecimentos, com equiparação de oportunidades com a pessoa sem deficiência.
Essas e muitas outras mudanças só se concretizam porque as pessoas com deficiência estão presentes. Todos aprendem, porque todos convivem, no mesmo espaço educacional.

E, não podemos admitir, sequer teoricamente, que, por se tratar de uma implantação em massa, a educação inclusiva possa retroceder, mesmo que cause uma “revolta” e uma agitação daqueles que ainda têm medo do desconhecido.

Finalmente, de acordo com a Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva, ocorrida de 21 a 23 de outubro de 2009, quando seus participantes ratificaram a necessidade urgente de políticas efetivas e de financiamento público para um sistema educacional totalmente inclusivo (Iniciativa 24), não há mais tempo para impedir que esse processo continue, muito menos, para que se evite a transformação do sistema educacional brasileiro.

Que a educação inclusiva seja mantida enquanto política pública, como decorrência da legislação nacional e dos direitos humanos. ”

Dados adicionais:

Site: http:// http://xiitadainclusao.blogspot.com/

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Ministério da Saúde realiza Consulta Pública sobre saúde sexual e reprodutiva das pessoas com deficiência

O Ministério da Saúde submete à consulta pública, até o dia 03 de novembro de 2009, o documento “Pessoa com Deficiência – Direitos Sexuais e Reprodutivos na Integralidade da Atenção à Saúde”. Através do mecanismo de “Consultas Públicas”, o Sistema Único de Saúde busca reunir contribuições de especialistas e da sociedade em geral quanto a políticas e instrumentos legais ligados às ações voltadas para a saúde no país.

Abaixo, íntegra da nota publicada no Diário Oficial da União de 09 de outubro de 2009.

 

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Imprensa Nacional

BRASÍLIA – DF

DOU de 09/10/2009 – seção 1

Ministério da Saúde

Secretaria de Atenção à Saúde

CONSULTA PÚBLICA No- 1, DE 8 DE OUTUBRO DE 2009

A Secretária de Atenção à Saúde – Substituta, no uso de suas atribuições, adota a seguinte Consulta pública e determina sua publicação,

Considerando que a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência cita que serão considerados elementos da atenção integral à saúde das pessoas com deficiência os métodos e as técnicas específicas para garantir ações voltadas para a saúde sexual e reprodutiva, incluindo medicamentos, recursos tecnológicos e intervenções especializadas;

Considerando a importância do tema para as pessoas com deficiência usuárias do Sistema Único de Saúde; e

Considerando o processo de discussão e construção coletiva, entre gestores, sociedades científicas, academia e sociedade civil, das diretrizes e das ações a serem implementadas para a qualificação da atenção à saúde sexual e reprodutiva das pessoas com deficiência, resolve:

Art. 1º – Submeter à Consulta Pública o documento Pessoa com Deficiência – Direitos Sexuais e Reprodutivos na Integralidade da Atenção à Saúde.

Parágrafo único. O documento de que trata este ato está disponível para consulta no sítio da rede mundial de computadores: www.saude.gov.br/consultapublica.

Art. 2º – Estabelecer o prazo de 20 (vinte) dias, a contar da publicação desta Consulta Pública, para que sejam encaminhadas as considerações, devidamente fundamentadas, relativas a este ato por meio da ferramenta de consulta pública, restringindo- se o uso do email para sanar dúvidas ou estabelecer contatos: pessoacomdeficiência@saude. gov.br. Documentos pertinentes podem ser enviados ao endereço: Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde/Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Área Técnica Saúde da Pessoa com Deficiência, Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Edifício Sede, 6º andar, sala 619, CEP 70058-900 – Brasília, DF.

Art. 3º – Determinar que o Departamento de Ações Programáticas Estratégicas/ Secretaria de Atenção à Saúde/Ministério da Saúde avalie as considerações apresentadas, elaborando a versão final consolidada do documento Pessoa com Deficiência – Direitos Sexuais e Reprodutivos na Integralidade da Atenção à Saúde, para que, findo o prazo estabelecido no artigo 2º deste ato, seja aprovado e publicado, passando a vigorar em todo o território nacional.

Art. 4º – Esta Consulta Pública entra em vigor na data de sua publicação.

CLEUSA RODRIGUES DA SILVEIRA BERNARDO

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Bibliotecas Públicas realizam programação especial de promoção à inclusão em Salvador

 
 
No mês de setembro, as Bibliotecas Públicas realizam a “Primavera da Inclusão”, uma programação especial voltada para promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais, além de discutir e estimular a participação cidadã. As bibliotecas públicas do Estado oferecerão aos seus usuários palestras e oficinas gratuitas focadas nos direitos de pessoas surdas, cegas e portadores de deficiências físicas. É a promoção do acesso sem restrições.

Na Biblioteca Anísio Teixeira (BAT), o I Seminário “A importância da Biblioteca na vida sociocultural do surdo” dará início às atividades. Promovido pela Fundação Pedro Calmon/Secult, o seminário acontecerá no dia 12 de setembro, das 8 às 18h. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas através do email bat@fpc.ba.gov.br ou dos números 31176337/6339. Será fornecido certificado aos participantes. Na ocasião, ocorrerá também a inauguração do Setor de Atendimento à Criança e ao Adolescente Surdo (SACAS), um espaço que oferecerá atendimento especializado para esta parcela da população.

De acordo com a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos – APADA, 4% da população de Salvador é surda. Diante desta realidade, “a Biblioteca Anísio Teixeira, como espaço difusor da cultura e da inclusão social, desenvolve, através do incentivo à leitura, um trabalho junto aos surdos, e promove o I Seminário sobre a relevância da língua portuguesa oral e escrita para o seu desenvolvimento e relacionamento com a comunidade em que vivem, despertando-os para seus direitos enquanto cidadãos”, destaca a diretora da BAT, Ângela Deiró. O Seminário comemora também o Dia Nacional do Surdo (26/9). A data foi escolhida por lembrar o dia da inauguração da primeira escola para surdos no país, o Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro em 1857, atualmente chamado de Instituto Nacional de Educação de Surdos.

Já na Biblioteca Pública do Estado, será a vez de saber mais sobre Acessibilidade, com a especialista em Orientação e Mobilidade, Ednalva Guedes Dias, no dia 22, às 10h. A garotada também poderá participar, no dia 13, às 10h, da oficina com crianças surdas com a oficineira Marcia Araújo, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato.

BAT – Desde o ano de 2006, a Biblioteca Anísio Teixeira promove o Curso de Noções Básicas de Libras, visando formar pessoas habilitadas para o atendimento aos surdos. Dando continuidade a esta iniciativa, foi realizada, em 2008, a primeira parte deste curso, destinado à capacitação dos funcionários da Diretoria de Bibliotecas. A BAT vem incentivando, desde então, a inclusão do surdo de várias formas. Dentre elas, destaca-se, por exemplo, a exibição de filmes nacionais com legenas em português e a presença de um funcionário capacitado para dialogar através das LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) com os frequentadores. .

Serviço

O que: Programação “Primavera da Inclusão”
Onde: Bibliotecas Públicas do Estado
Quando: Durante todo o mês de setembro
Entrada franca
—-

Programação do
I Seminário “A importância da Biblioteca na vida sociocultural do surdo”

Quando: 12 de setembro, das 8h ás 18h.
Onde: Biblioteca Anísio Teixeira
Inscrição gratuita pelos tels. 31176337/6339 ou email bat.fpc@fpc.ba.gov.br
Obs.: vagas (limitadas)

08h – Abertura oficial ( com o Hino Nacional em Libras)
08h30 – Desriée de Vit Bregrow (fono): A importância do português para o surdo (Dissertação de Mestrado – UFBA)
9h – Depoimento de Ângela Deiró, diretora da Biblioteca Anísio Teixeira, que falará sobre sua experiência com uma filha surda.
09h30 – Marcilio de Carvalho Vasconcelos (Surdo): tema “Eu surdo”
10h – Intervalo e Inauguração do SACAS – Setor de Atendimento a Criança e ao Adolescente Surdo
13h30 – Márcia Araujo (Psicóloga): A família contando história para surdo
14h – Milton Araujo (Surdo): a importância da história infantil para o desenvolvimento da criança surda.
14h30 – Nilton Sá Damasceno “Humor Surdo”
15h – Discussão para formatação de um documento onde os surdos debaterão sobre o que eles esperam do SACAS, a ser encaminhado à FPC/SECULT
16h30 – Participação de Edinilson com apresentação da tradução do Livro Curi, Curi, Curiosos da escritora Bernadeth Argolo, em Libras.
17h – Encerramento com a música “Aquarela” de Vinicius de Morais e Toquinho traduzida em Libras


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